Músico e compositor angolano nas comemorações do 60.º aniversário da Gulbenkian
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6.ª FEIRA | 24 DE JUNHO'16

WALDEMAR BASTOS 
60.º Aniversário da Fundação Calouste Gulbenkian


Este concerto especial é o resultado síntese de uma caminhada, sendo  também uma visão muito particular nascida de uma leitura e interpretação muito própria de Waldemar no amplo espectro do universo da música onde o autor/compositor se expressa.

Um natural casamento entre a música tradicional de Angola e sua música urbana, em interacção com todas as outras músicas do mundo, fruto de uma viagem cosmopolita vivida pelo autor em parceria com outros músicos como Chico Buarque (Brasil), Dulce Pontes (Portugal), Keiko Matsui e Ryuichi Sakamoto (Japão), Sadazínia (Grécia) ou Busta Rhymes (EUA). 

São estas características artísticas de Waldemar que fazem dele uma referência cultural repleta de texturas, com uma voz que transcende a tristeza com um brilho e beleza ímpares. 

Esta será uma viagem à volta da fogueira, uma noite de Poesia.


Waldemar Bastos | Percurso
 

Músico e compositor angolano nascido em 1954, na província de São Salvador do Congo (Angola). 

A sua carreira musical começou aos 7 anos, quando o pai descobriu o filho, com um acordeão, a tocar músicas que ouvia na rádio. Começou, então, a ter aulas de violão e de formação musical e cedo descobriu que aprendia tudo com uma facilidade enorme, não através da leitura das notas, mas por ouvido, o que confirmou o seu talento natural para a música.

Depois da sua primeira banda de música, Jovial, que atuou em toda Angola, Waldemar Bastos formou outros grupos que, por todo o país, tocaram em bailes e em concertos gratuitos.

Após a independência de Angola, em 1975, Waldemar Bastos decidiu viajar pelos países do bloco soviético, como pela Polónia, Checoslováquia, Cuba e União Soviética.

Nos anos 80, foi viver para o Brasil e, com a ajuda de Chico Buarque (que conhecera, alguns anos antes, durante o projecto Kalunga – projecto que ficou conhecido como um dos maiores intercâmbios entre África e Brasil), gravou o seu primeiro disco Estamos Juntos (1983) que, para além da participação de Chico Buarque, incluiu também a colaboração de Jaques Morelenbaum, Dorival Caymmi, João do Vale, As Gatas, a Orquestra Sinfónica do Brasil, entre outros.

Em 1990, em Luanda (Kinaxixe), dá um concerto ao qual assistiram 200 mil pessoas. Nessa altura, o regresso de Waldemar Bastos fez-se num contexto político das assinaturas do Protocolo de Lusaka e do anúncio do regresso da paz em Angola. Goradas que foram as expectativas, Waldemar Bastos regressa a Portugal.

Depois de ter estado em Paris, Waldemar Bastos vive em Lisboa, Portugal, onde gravou os discos Angola Minha Namorada (1990) e Pitanga Madura (1992), cujo tema com o mesmo título tornou-se num grande êxito. Gravou, em Nova IorquePretaluz (1997) e, em 2002, lançou o disco 20 Anos de Carreira. Ainda do álbum Pretaluz, viu três temas - Muxima, Sofrimento e Querida Angola – a integrarem a banda sonora do filme Sweepers de Dolph Lundgren

Realizou vários concertos, actuando em diversos países da Europa a ÁfricaRenascence é lançado em 2005 com o selo da World Connection, na Holanda.

A sua carreira teve um grande impulso quando David Byrne, ex-Talking Heads, propôs ao músico angolano a sua participação na recompilação de Afropea 3: Telling Stories to the Sea, que teve também a colaboração de outros artistas pertencentes ao movimento afro-português, como Cesária Évora.

No seu percurso profissional, Waldemar Bastos tem sido presença assídua em espectáculos privados e públicos no Principado do Mónaco, a convite de Sua Alteza o Príncipe Ernst-August e de Sua Alteza a Princesa Carolina, bem como do falecido Príncipe Rainier, tendo sido convidado de honra na Gala Bal de la Rose em 2004.
 
No famoso livro de Tom Moon "1000 recordings to hear before you die", a música de Waldemar está mencionada ao lado de outros géneros musicais como a música sacra e compositores como J.S Bach e Beethoven, entre outros.
 
De salientar, a importância dada por  Waldemar Bastos em torno da Defesa dos Direitos Humanos, nomeadamente o trabalho de caridade desenvolvido, em 2001, para o Tokyo Broadcasting Service e a recolha de fundos para o Halo Trust juntamente com o compositor e pianista Ryuichi Sakamoto para o Zero Landmine
 
Abriu o Festival de UNESCO Don´t forget Africa em 2000 e foi convidado especial no Dia dos Direitos Humanos organizado pelo Amnesty International Tenerife (Espanha) em 2007.

Em Abril de 2013 é-lhe atribuído, pelo prestigiado concurso International Songwriting Competition (ISC), nos Estados Unidos, o segundo lugar com o tema Sofrimento numa competição onde concorreram 119 países e ficaram seleccionadas mais de 20 mil canções. 

O seu mais recente álbum, Classics of My Soul, junta o músico e a London Symphony Orchestra, dirigida por Nick Ingman; em Novembro de 2013, apresenta-o no Centro Cultural de Belém com Orquestra Gulbenkian.  

Em 2014, Waldemar Bastos é convidado para ser orador na Conferência “A World without Wallsorganizada pelo Institut for Cultural Diplomacy, por ocasião das Comemorações do 25.º Aniversário da Queda do Muro de Berlim
 

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Waldemar Bastos | Guitarra
Mafwala Komba | Bateria
Mick Trovoada | Percussão
Eloko  N’Djoku | Guitarra elétrica
João Mouro | Guitarra elétrica
Philip Kanza | Baixo elétrico

Engenheiro Som
Amândio Bastos

Informações

Data | 24 de Junho
Hora | 21H30
Local | Anfiteatro ao Ar Livre 
Morada | Fundação Calouste Gulbenkian, Rua Dr. Nicolau Bettencourt (Lisboa, PT)
Bilhetes | 12€

Mais em www.gulbenkian.pt    
 

Contactos

Morada: Rua Nova do Almada N.24 - 3.º Dto. 1200-289 Lisboa

Tel.: (+351) 213 460 255
Tlm.: (+ 351) 965 387 816

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