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NUCLEAR #14 Foi Deus

Olá, bem-vindos de volta! 

"Foi Deus / Que me pôs no peito / Um rosário de penas / Que vou desfiando / E choro a cantar” - Amália gravou “Foi Deus” em 1952, em Abbey Road, em Londres. É um clássico intemporal, sem limites religiosos, num fluido registo da sua alma e espiritualidade. A soul é um género singular, consegue ganhar contornos de epicidade quando fundida ao gospel. É entre essas fronteiras que vive este episódio. No centro está Aretha Franklin, com o seu álbum seminal - “Amazing Grace” - gravado ao vivo numa igreja em 1972. Existe algo a unir Amália e Aretha? NUCLEAR arrisca uma resposta: a entrega, que tornava (ou torna?) as suas almas profundamente translúcidas em cada interpretação que lhes escutamos.

São canções de adoração, fé e abandono que compõem o evangelho desta edição de regresso do podcast. Além de Amália e Aretha, também cantam Beyoncé, numa interpretação do clássico “Take My Hand, Precious Lord”, Nina Simone, Prince e Kanye West com o seu Sunday Service Choir. 

Com este ciclo chega também uma nova casa em
www.culturanculear.pt onde é possível ouvir todos os episódios, conhecer o projecto e aprofundar referências. Visitem o novo site e escutem o último episódio lançado! Abaixo estão os habituais destaques para despertar sentidos além da escuta. Fiquem connosco.

Clique aqui para ouvir
NUCLEAR é um podcast sobre energia cultural, com Tiago Fortuna, onde se pensa e fala sobre diversas artes, mas, sobretudo, ouve-se música. Existe tanto espaço para dançar como para chorar, tomando abrigo na liberdade que a cultura nos dá. 

EM FOCO: AMAZING GRACE

"Amazing Grace”, de Aretha Franklin, é um álbum transcendente. Um regresso ao gospel da sua infância que nunca deixou a sua identidade, foi apenas ganhando novas expressões. Sobre a fluência com que agrega diferentes géneros no seu trabalho, o obituário da Rainha da Soul, escrito pela Pitchfork, traça uma retrospectiva cativante da sua obra

Em 2019 foi lançado o documentário homónimo de “Amazing Grace”. Esteve guardado 40 anos. Aretha sempre se opôs à sua exibição, tendo levantado mais de um processo judicial para impedir que a película chegasse ao público. Após o visionamento, imagina-se porquê: projecta a imagem de uma mulher que não tem controlo absoluto do espaço, parecem ser os homens a conduzir a gravação do disco. Mas retiremos esta análise da equação, lembremo-nos que Ms. Franklin está creditada enquanto produtora do LP. Ver o filme enriquece a experiência do álbum e do seu serviço religioso. Recomendam-se ainda as leituras deste artigo do Público e este da NPR sobre o documentário. 

VER

Kanye West no seu Sunday Service, ao vivo, no The Forum, em Los Angeles (2019). 

LETRA

(...)
Foi Deus
Que deu voz ao vento
Luz ao firmamento
E deu o azul às ondas do mar

Foi Deus
Que me pôs no peito
Um rosário de penas
Que vou desfiando
E choro a cantar

Fez poeta o rouxinol
Pôs no campo o alecrim
Deu as flores à primavera
Ai, e deu-me esta voz a mim

Deu as flores à primavera
Ai, e deu-me esta voz a mim

 

“Foi Deus”, poema de Alberto Janes, interpretado por Amália Rodrigues. 

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