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NUCLEAR #11 Louca

Olá,

Afinal, o que distingue Viola Davis no panorama cultural contemporâneo? É uma resposta a que este episódio tenta chegar. Viola Davis tem uma capacidade inigualável de representar a humanidade. Atreve-se a viver, porque viver requer um atrevimento voraz no abraço da complexidade da vida, nas suas emoções e vulnerabilidade. Por habitar todas estas dimensões nos papéis que representa, tornou-se numa das actrizes mais interessantes e capazes da actualidade. Em foco neste NUCLEAR


"Tudo ou Nada”. É um verso cantado por Gisela João em “Louca” e a inspiração musical desta edição do podcast. Canções sobre o estoico acto de resistir e viver a vida com as suas intermitências. O espectro emocional abrangido pela sensação de tudo ou nada é enorme, tenta-se traduzir, aqui, nos temas de Etta James, Beyoncé, Janelle Monáe e Florence + The Machine. Ouve-se também “Lilac Wine”, na versão de Nina Simone, que arrasta a inevitabilidade de escutar a mesma música interpretada por Jeff Buckley 

Novo episódio já disponível. As suas referências estão abaixo, nesta newsletter, e podem encontrar o podcast na 
Comunidade Cultura e Arte. Fiquem connosco!

Clique aqui para ouvir
NUCLEAR é um podcast sobre energia cultural, com Tiago Fortuna, onde se pensa e fala sobre diversas artes, mas, sobretudo, ouve-se música. Existe tanto espaço para dançar como para chorar, tomando abrigo na liberdade que a cultura nos dá. 

DESTAQUES EP #11

EM FOCO: VIOLA DAVIS

Viola Davis por Annie Leibovitz para a Vanity Fair.

 

"I feel like my entire life has been a protest. (...) It is a part of my voice, just like introducing myself to you and saying, ‘Hello, my name is Viola Davis.’”

Viola Davis, Vanity Fair (2020)

"How To Get Away With Murder” colocou Viola Davis em horário nobre na televisão norte-americana durante seis anos. É uma série imperfeita mas muito humana. É dela que partimos, neste episódio, para reflectir sobre Viola Davis. O foco é a actriz e não a série. A mesma actriz de “Fences”, “Doubt”, “Widow” e “Ma Rainey's Black Bottom”. A primeira mulher afro-americana a ganhar um Oscar, um Emmy e um Tony. Mas os prémios são detalhes porque a força de Viola Davis está na sua capacidade de representar a humanidade. Destacam-se duas entrevistas, é sempre enriquecedor ler ou ouvir a sua voz: a do 60 Minutes e a da Vanity Fair.

VER

O vídeo de Gisela João para “Louca”, single do último disco - “AuRora”. 

OUVIR

"Wild Is The Wind” no Spotify

A discografia de Nina Simone é uma preciosidade. “Wild Is The Wind” é uma das obras mais unânimes. Sublime, mas, ainda assim, com toda a urgência que caracteriza Nina. Merece ser ouvido de headphones postos.

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