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NUCLEAR #17 Remar

Olá! 

 

Portugal continua a alimentar uma sociedade desigual e segregadora das pessoas com deficiência. “Crip Camp” mostra-nos um cenário idílico, para, a partir dele, embarcar na luta por uma vida com menos obstáculos. Este documentário faz uma viagem dos anos 70 à contemporaneidade, nos EUA, e merece a nossa reflexão. Também na cultura podemos fazer mais e melhor. O sector português começa a despertar para a questão mas ainda é feita uma proposta cultural que é, sobretudo, segregadora. É importante que nos lembremos que a cultura e a arte são espaços privilegiados de liberdade. Constatar que o público com deficiência é exposto a uma oferta desigual é entrar num conflito de princípios. O princípio da “liberdade”, que é uma promessa e a manutenção da esperança colectiva, está comprometido quando chegamos ao público com deficiência e à sua participação cultural. É por isso que se destaca o trabalho pioneiro da Acesso Cultura e da Terra Amarela, num convite ao vosso activismo. Todos merecemos ser parte da cultura

Maria Vlachou é directora executiva da Acesso Cultura e assina a Carta desta semana publicada em www.culturanuclear.pt. Sob o título “Colibris que mudam o mundo”, mergulha no impacto que teve a sua visita ao Holocaust Memorial Museum, em Washington, para nos fazer reflectir sobre o contributo que todos podemos dar à sociedade e à cultura. 

"Remar” é o nome deste episódio, enquanto verbo e mote para a acção, emprestado por um verso de Silva em “Vista Pro Mar”. Agir, tomar partido, tentar compreender a vida, na sua dualidade, solidão e superação, são as motivações para ouvir temas de Joni Mitchell, Lana Del Rey, Stevie Nicks e Elton John. Novo episódio já disponível para escuta. Abaixo ficam os destaques semanais, leiam também a nova Carta NUCLEAR. Fiquem connosco! 

Clique aqui para ouvir
NUCLEAR é um podcast sobre energia cultural, com Tiago Fortuna, onde se pensa e fala sobre diversas artes, mas, sobretudo, ouve-se música. Existe tanto espaço para dançar como para chorar, tomando abrigo na liberdade que a cultura nos dá. 

CARTAS: "COLIBRIS QUE MUDAM O MUNDO" POR MARIA VLACHOU

Ler Carta completa em culturanuclear.pt

                                                                                                          Ilustração: Direitos Reservados

"(...) Quero, por isso, escrever sobre o meu primeiro encontro com esta noção de que cada um de nós, à sua escala, tem algo a fazer neste mundo. Algo que talvez torne o mundo melhor, não só para nós próprios como também para outras pessoas. Na minha primeira visita em 2011 ao Holocaust Memorial Museum em Washington lembro-me de sentir o peso da tristeza e incredulidade face à barbárie. Uma história já conhecida, contada de formas diversas, e que nos atinge sempre como se fosse a primeira vez. Uma parte específica na exposição, chamada
Some were neighbors (Alguns eram vizinhos), examina as escolhas individuais de agir (ou de não agir): como o medo, a indiferença, o anti-semitismo e os interesses pessoais influenciam essas escolhas; e como algumas pessoas não cedem, porque há sempre uma alternativa e porque essas pessoas são capazes de preservar a sua humanidade. 

No final da visita, existe uma secção chamada “
Prevenção de genocídio”. É ali que nos apercebemos daquilo que é o papel de qualquer um de nós face à monstruosidade. O pouco, o mínimo, que cada um pode fazer é estar informado e, depois, informar outras pessoas, passar a palavra. Não é propriamente um acto heróico, mas é o pouco que cada um pode e deve fazer. Assim, as coisas fazem sentido, ganhamos coragem, ficamos conscientes do nosso poder.”

Maria Vlachou é membro fundador e directora executiva da Acesso Cultura. E ainda, autora do blog Musing on Culture, onde imagina um mundo melhor, por via da cultura.

VER

"Crip Camp" é o documentário de Nicole Newnham e Jim LeBrecht, produzido pelo casal Obama, sobre o movimento dos direitos civis de pessoas com deficiência nos EUA. Começa com a experiência do acampamento Camp Jened, que decorreu entre 1951 e 1977, para jovens com várias deficiências. Vai além do acampamento, para acompanhar os protagonistas na luta por direitos civis. Essa vivência, socialização e liberdade são fundamentais, porque o objectivo era, e continua a ser, criar uma sociedade mais inclusiva.

VOX publicou esta entrevista que cria paralelos entre a actualidade e as últimas décadas na luta pelos direitos de pessoas com deficiência. O The Guardian também escreveu este artigo sobre o impacto que o acampamento teve nestes activistas.

LETRA

Well something's lost, but something's gained
In living every day

I've looked at life from both sides now
From win and lose and still somehow
It's life's illusions I recall
I really don't know life at all

Joni Mitchell, Both Sides Now

 

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